Uma fé implicante

Uma fé implicante
23 de fevereiro de 2017

18:00

A primeira reação que temos quando nos deparamos com a frase “O Evangelho na vida de um ateu” é de curiosidade ou questionamento.

- Como?  – alguns podem perguntar. - Como podemos verificar o Evangelho na vida de quem não professa a fé cristã?

“O Evangelho na vida de um ateu”, na verdade, é um estudo sobre a Graça. É uma tentativa de perceber seus aspectos mesmo quando estamos descrentes dela. Tal como Tomé, somos tentados a olhar para Cristo sem enxergá-lo.

Ao lermos e analisarmos algumas obras literárias, perceberemos que, curiosamente, o ceticismo em relação à fé não é uma posição de orgulho. É, na verdade, uma demonstração de anseio pela eternidade.  Como nos rememora Alister McGrath[1]:

“Talvez vivamos em uma cultura de dúvida – mas ela é, também, uma cultura de anseio, que sabe que procura alguma coisa que ainda não conseguiu encontrar”

A fé em Cristo, de fato, é relevante para as necessidades de nosso mundo. Tal como nas entrelinhas da intelectualidade, encontraremos nos detalhes de cada discurso um grito desesperador de esperança para a humanidade.

De maneira espantosa, as variadas formas criativas de utilização da razão humana irão nos apontar para um Criador. Como você tem lidado com a cultura onde vive? Quais obras e formas artísticas lhe fazem lembrar do Grande Autor? Como nos rememora o Apóstolo Paulo:

“Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido.”- 1 Coríntios 13:12




[1] MCGRATH, Alister. Como lidar com a dúvida: sobre Deus e sobre você mesmo. Tradução Cláudia Ziller Faria. – Viçosa, MG: Ultimato, 2008. p. 71.

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