TEOLOGIA

PARA O DIA-A-DIA

20 de julho de 2016

08:00

Já vimos que um coração comprometido com Deus está diretamente comprometido com a Sua Palavra. Contudo, toda relação de compromisso exige diálogo. Afinal, conseguem imaginar duas pessoas comprometendo-se a um relacionamento sem se falarem?
Pelo contrário, é a falta de comunicação, que muitas das vezes, abre oportunidades para a quebra de um compromisso.

Deus relaciona-se com seus filhos! Apesar do pecado afastar-nos de Deus, Jesus, o único e suficiente Mediador entre Deus e os homens (1Tm2:5), já pagou o preço do pecado (1Tm2:6) e por isso, aqueles que são salvos do pecado em Cristo Jesus podem e devem relacionar-se com o Seu Criador (1Tm2:1-4). E é na oração que temos a oportunidade de expormos toda a nossa fragilidade a Ele. Não estou afirmando com isso que Deus é ignorante aos nossos sentimentos ao ponto de nos conhecermos apenas se com Ele falarmos, não é isso! Pelo contrário, Deus sonda o mais profundo do nosso ser (Sl139), Ele é oniciente! Nada lhe foge ao conhecimento, mas mesmo assim Ele deixa-nos uma ferramenta para que possamos chegar-nos a Ele e essa ferramenta é a oração.

Muitas vezes, me deparei com dúvidas do tipo: “Se Deus é soberano, para que orar?”, “A minha oração pode mudar os planos de Deus?”, “O que eu posso dizer para Deus que Ele não saiba?”, não vou neste artigo dar as respostas para cada uma delas porque de maneira geral a conclusão que cheguei foi que sempre que estou envolvida com esse tipo de pergunta é porque estou negligenciando meu tempo de oração com Deus. E não faz sentido afirmar que estou comprometida com Deus, com a Sua Palavra e não me comunicar com Ele através da oração. Certa vez li uma citação de A.W.Tozer (infelizmente não achei a referência para vos citar, mas achei em meus apontamentos por isso quero compartilhar com vós):

É por causa da apressada e superficial conversa com Deus que a noção do pecado é tão fraca e que nenhuma motivação tem poder para ajudá-lo a odiar e fugir do pecado como deveria fazê-lo.

Portanto, ore! Sem pressa de terminar! Desarme-se de si mesmo! Exponha-se para Deus! Posso-vos garantir que com a prática esses momentos de oração tornar-se-ão tão comuns e prazeirosos que já será estranho não tê-lo.

Em 1 Tessalonicenses 5:17, encontramos um dos menores versículos, porém de grande profundidade. “Orai sem cessar”! É uma virtude ter uma vida de oração, e quando Paulo diz orai sem cessar, ele não estava a dizer para repetirmos as mesmas palavras vezes sem fim, mas sim pela perseverança e regularidade em nossas orações. É fácil corrermos para Deus e orarmos horas a fio, quando as circuntâncias não nos são favoráveis. Rogamos por milagres, por direcionamento, tentamos barganhar com Deus, mas orar motivado pelas circunstâncias apenas não caracteriza uma vida de oração.

Uma vida de oração é caracterizada pela entrega dos nossos anseios a Deus sabendo que em Sua Soberana Vontade tudo acontecerá, é uma vida de gratidão por aquilo que Ele é, tem feito e que fará. É um diálogo contínuo. É muito mais do que palavras ditas, é uma atitude de um coração que se comprometeu e conhece a condição em que se encontra e reconhece quem é Deus.

Diante disso, comprometa-se, de forma racional! Com Deus, com a Sua Palavra e com a Oração. Pois é impossível afirmar-se como uma cristã  comprometida sem estar envolvida com Deus, com a Sua Palavra e com a Oração. É como um tripé, um compromisso sem Deus não sustenta o esforço de conhecer a Sua Palavra de Orar a Ele. Um compromisso sem a Sua Palavra é incoerente, pois Deus se revela na Sua Palavra e ali O conhecemos e não poderíamos orar de maneira digna, pois não saberíamos quem Ele é. Um compromisso sem Oração, é superficial, pois relacionar-se com Deus e conhecer-Lo através da Sua Palavra deve nos levar a entregar-lhe tudo, a ter diálogo! Por isso, só posso dizer: Comprometa-se!