Uma fé implicante

Uma fé implicante
23 de julho de 2016

09:39


Estamos preparados?



Pesquisa recente feita nos EUA mostrou que quase metade dos jovens cristãos perdem a fé quando entram na universidade. Números devem ser parecidos no Brasil.



Acredita que os jovens cristãos não estão preparados para enfrentarem a cosmovisão de mundo Naturalista, ateísta, reducionista que encontram na Academia.

Respostas do assunto em comentários no Facebook: As igrejas não estão investindo a apologética necessária para seus jovens. O jovem vai à universidade despreparado, como não se deixar levar? Os pais valorizam o estudo na academia acima ou mais importante entre tudo, o que esperar então do jovem?





Em Romanos 1.18-32 Paulo descreve o que acontece com a humanidade quando rejeita a revelação que Deus fez de si mesmo na criação. Uma vez que rejeitam a revelação de Deus, passam a procurar explicações para a vida e outras questões dentro da criação. 

Todos os ramos modernos da ciência foram desenvolvidos por homens que criam em Deus como Pasteur, Newton e Maxwell. Entretanto, pela fraqueza da igreja, uma visão naturalista começou a dominar o ambiente acadêmico por volta de 250 anos atrás Marx, Darwin, Nietzsche e Freud. 

O resultado é uma perversão da ordem natural, moralidade e relativização da verdade diante da falta de um referencial comum. No pensamento naturalista Deus é rejeitado e o homem trona-se o centro. Como uma pessoa é diferente da outra, não existe mais certo e errado, pois o que é certo para um pode não ser para o outro.

A visão naturalista tomou conta especialmente do ramo da biologia, que estuda a vida, ainda que também outros ramos da ciência porém menos.

Quando o jovem cristão entra neste ambiente, pesquisa nos EUA mostra que 10% se tornam pródigos (saíram da igreja, mas ainda a consideram internamente), 40% tornam-se nômades (as vezes na igreja, sem compromisso vão saltando de religião para religião) 20% tornam-se ateus (abandonam a fé completamente) e 30% apenas ficam firme. 

As causas: 
  • Uma pequena minoria foi ensinada a pensar sobre questões de fé no desafio da visão naturalista e seus questionamentos. 
  • Menos de 1 em cada 5 jovens sabia relacionar a bíblia com seus interesses profissionais e vida cotidiana. 
  • A maior parte não possuía um relacionamento saudável com um mentor cristão que o pudesse guiar em lhe dar com os questionamentos da fé no ambiente acadêmico. 
  • Boa parte dos jovens, antes de ingressar na academia, já havia se desconectado interiormente do cristianismo e a ocasião torna-se um incentivo a abandonar a fé. 
A conclusão do estudo é que a universidade não faz a desconexão do jovem cristão, mas exibe a fé rasa da maioria dos jovens discípulos. De um jeito ou de outro, o quadro é difícil para o cristão.

O desafio no Brasil

Pelo aumento da renda deve-se esperar que mais e mais jovens estejam procurando o caminho da universidade. De 2001 para 2010, o número de estudantes dobrou de 3 para 6,37 milhões. Jovens especialmente das classes C e B que se encaixam muito bem no perfil do jovem presbiteriano brasileiro. O normal é que o jovem cristão vá a universidade e seja afetado pela visão de mundo que encontram lá. A Igreja local precisa olhar para isso e os pais também.

Uma pesquisa encomendada por Augustus Nicodemus na universidade Mackenzie mostrou que:
- 4% são presbiterianos.
-13% evangélicos,somando-se são 17% de cristãos, menor do que os 30% que se encontram na população brasileira.
- 9 % são espiritas,50% maior do que os 6% encontrados no país.
- 12% se declarou agnóstico.
- 8% ateu. Juntos, agnósticos e ateus somam 20%, bem acima dos 7% quanto toma-se a população em geral. Maior do que os cristãos na universidade.
- 49% se disseram católicos, abaixo do restante da nação, 60%.

É para este ambiente que nossos jovens estão indo.
Além da questão da fé o ambiente é polêmico. Em outra pesquisa, entre canto, esporte, e outros, o maior interesse do jovem universitário foi frequentar os bares em torno da faculdade (49%). Um dos bares que mais vende cerveja em São Paulo está no entorno da Mackenzie. 

Neste contexto, a pressão do grupo para o jovem crente se misturar se torna grande, senão vai se sentir um E.T.. Baladas, sexo livre e prostituição fazem parte da oferta.

O campos universitário propõe que os assuntos sejam divididos em dois andares;
- Superior (subjetivo): Colocam assuntos como valores pessoas, preferências, moral e teologia.
- Inferior (os fatos): Aquilo que pode-se comprovar cientificamente ou publicamente verificado. Focam nesta área.

Quando na universidade não tratam dos assuntos superiores, mas apenas dos inferiores. Não discutem e nem querem discutir assuntos como moralidade ou teologia. Colocam isso no ramo pessoal. Isso entre as melhores reações, pois há aquelas que descriminam ou ridicularizam a fé alheia.

Dificilmente um jovem hoje conseguirá um professor que aceite um trabalho de conclusão de curso em um assunto que trata de fé ou religião.

Nos EUA um professor se declarou ateu, perguntou quem era cristão na sala e disse que seu objetivo até o final do semestre era de levá-los a se tornar ateus.

O quanto estamos preparados para isso?

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