Uma fé implicante

Uma fé implicante
21 de julho de 2016

08:00

(Êxodo 2.15) Moisés estava disposto a abandonar as muitas riquezas do Egito, mas o povo não entendeu que ele estava ali para liberta-los. Ele não foi apenas rejeitado apenas pelo seu povo, mas também pelo povo do Egito. E o deserto foi o seu castigo. Ele era um homem honrado no Egito, mas agora ele não era ninguém. Nenhuma outra pessoas o procuraria para pedir conselhos, ninguém o reconheceria, nem o acharia relevante. Mas mesmo estando no deserto, mesmo estando de castigo, Deus o ensinou pelo menos três lições. 


(Êxodo 2.16-22) 1º lição – O Serviço

Moisés era alguém importante, mas agora era só mais um. Mas foi na obscuridade que ele aprende a servir com humildade. Aqueles pastores não sabiam quem era esse Moisés. E nem Moisés sabia quem eram eles, afinal, para um egípcio, ser pastor de ovelhas era desprezível.

De príncipe a pastor desconhecido. É certo, ele se sentia deslocado no deserto, nunca se sentiu em casa (v.22), era apenas um estrangeiro. Mas o deserto era necessário, pois a lição do serviço não se aprende no palácio do Egito.

(Êxodo 2.23-25) 2º lição – Confiança

Depois um longo período o rei do Egito morreu. 40 anos se passaram no deserto, 14600 dias. Parecia que aquela situação não ia acabar, talvez Moisés já estivesse conformado com a situação. Mas 3 verbos nos versículos 24 e 25 o ensina acerca do caráter de seu Deus.

Deus ouviu o clamor do seu povo - Deus não era surdo. Para Moisés podia parecer que Deus estava surdo. Mas Ele ouviu o lamento do seu povo. 

Deus lembrou-se - Deus não esquece. Ele se lembra todas as coisas, lembra o que aconteceu em 1804 com a mesma intensidade com o que aconteceu hoje de manhã. Ele não aprende ou descobre nada. Ele tudo conhece. 

Deus vê - Ele nos vê mesmo na escuridão da noite. Assim como Jesus via os discípulos no mar violento enquanto andava pelas águas, mesmo quando os discípulos não conseguiam vê-lo. Lembre-se, Deus te vê no deserto e em sua escuridão.

Deus está atento para a situação do seu povo. É fácil crer quando estamos na frente da sarça ardente, quando as águas se abrem, quando a igreja tem dinheiro, quando a diretoria está do seu lado, mas é difícil acreditar quando Deus está calado. Entretanto NUNCA interprete o silêncio de Deus como indiferença. Deus está trabalhando mesmo quando não vemos. Ele está em silêncio, mas o céu ainda está aberto.

(Êxodo 3) 3º Lição – Obediência 

Quando Moisés menos esperava a sarça apareceu em chamas. E ele se depara com aquilo e diz: eles não acreditarão em mim. Então Moisés tem a sua ultima lição naquele deserto, a obediência.

Deus disse jogue a vara e Moisés assim fez; Deus mandou pegar a serpente pela ponta da calda e assim ele fez. E esse padrão de obediência se perpetua na história dele. Diante do mar Moisés usou a sua vara sob a ordem de Deus. Quando o Povo precisou de água ele usou a vara sob a ordem de Deus.

A vara de Moisés tornou-se a vara de Deus. Foi no Deserto que Deus deu as ferramentas que Moisés precisava e é no Deserto que receberemos as nossas ferramentas para desempenharmos um ministério excelente diante de Deus, é no deserto que somos preparados como ferramentas em Suas mãos. 

Perguntaram para um artesão: Como você faz um Elefante. Ele respondeu: é muito fácil: você pega um bloco de mármore e tira tudo que é não é Elefante. Assim Deus faz, nas dificuldades Ele está tirando de nós tudo que não é Jesus Cristo.

O propósito do deserto é nos levar para um ministério que dê mais frutos. É no deserto que Deus nos prepara para uma obra maior. Então lembre-se SERVIÇO; CONFIANÇA E OBEDIÊNCIA, aprenda isso nos desertos de sua vida.

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