Uma fé implicante

Uma fé implicante
15 de março de 2015

19:24

“E Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo.” Mateus 1:16

Pare alguns minutos para pensar, “o que vem a sua mente quando encontras com uma adolescente grávida?”. Vou ser bem sincera, já me deparei com algumas e tive vários tipos de pensamentos, mas um sempre foi fixo, “o que será da vida dela a partir de agora?”. Não podemos negar que um filho, independente do período da vida, irá mudar a rotina, as prioridades e muitas outras coisas que não sei por experiência própria, mas escuto de amigas que ao se tornarem mães, “explodem” de emoção, mas todas afirmam que suas vidas mudaram completamente! Por isso, se você vivesse na mesma aldeia que Maria, quando a avistasse grávida, o que pensarias? Qual seria o seu cometário? A sua reação?

Se hoje, não é fácil ser uma adolescente grávida, ainda mais naquele tempo! Calma, não quero levar este artigo para produção em massa de crianças fora do casamento! Creio que filhos são bençãos do Senhor para um casal, casado! Tendo dito isto, a pergunta que nos fica na mente poderá ser, então porque Jesus, nasceu de uma menina ainda solteira? Simplesmente, para que se cumprisse uma, das muitas, profecias acerca de Jesus Cristo. “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel.” (Isaías 7:14).

Até aquela data, qualquer mulher judia poderia sonhar em ser a mãe do tão esperado Messias, mas Maria, uma simples jovem, ainda solteira (noiva), de uma aldeia “insignificante”, achou graça diante de Deus. E se tornou a escolhida para gerar o Salvador. “A mais privilegiada entre as mulheres, aprendeu desde o princípio que um privilégio excepcional está sempre de mão dada com o sacrifício”¹, e essa verdade que Maria aprendeu desde o momento em que foi escolhida, nós temos que aprender. A afirmativa pode ser dividida em duas lições, a primeira está relacionada a reputação e a segunda estará relacionada com o aprender a ficar na retaguarda. Olhemos para esses dois pontos com mais calma.

Quando Maria é escolhida a sua reputação foi “destruída” diante dos homens, mas ao seu tempo foi “exaltada” também pelos homens. Quando Deus nos escolhe ele não está interessado com o que os outros irão pensar, Ele apenas está interessado em que honremos a Sua vontade. Ao ser escolhida Maria declara as palavras de entrega mais sinceras que poderia: “Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra.” (Lucas 1:38). Anos mais a frente o próprio Jesus declara a mesma ideia “dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo; não se faça a minha vontade, e sim a tua”. Maria ao entender que a vontade de Deus deveria ser feita, não preocupou-se com as possíveis consequências, pois Deus sabe o que faz! Não importava o que iam pensar ou dizer, ela estava ali em completa rendição para fazer aquilo que Deus queria que ela fizesse.

Sei que muitas mulheres podem não gostar desta lição, por gostarem de ter o controle de tudo, mas, Maria esperou, ela não quis assumir o controle da sua gestação, ela não saiu ao encontro de José para dizer o que estava a acontecer, ela simplesmente esperou! Foi Deus quem a escolheu, era Deus quem a guiaria, protegeria e daria sabedoria para compreender aquilo que Deus quisesse que ela compreendesse. Não vemos Maria desesperada, por estar grávida, ou por ter que viajar nas últimas semanas de gestação. Isto porque Maria conhecia a Deus! Ela não precisava controlar nada, pois Deus já estava no controle!

Eu não sei como tem sido a sua história de vida, eu não sei como é a sua relação com Deus. Mas uma coisa sei, que a forma como você age demonstra sua a confiança e conhecimento de quem Deus é. Durante esta série vimos que Deus transformou a vida de mulheres de uma maneira incrível, com Tamar aprendemos que somos totalmente perdoadas das nossas iniquidades, com Raabe que podemos confiar que Deus é fiel para cumprir aquilo que prometeu, com Rute que Deus é zelozo, e quer a nossa sincera e total adoração, com Bate-Seba que a violação da fidelidade a Deus está muito mais próxima do que assumimos, mas graças pelas misericórdias de Deus. E com Maria aprendemos que um privilégio excecional sempre anda de mãos dadas com o sacrifício. Não tente limitar o poder de Deus em tua vida, entrega-te em total rendição a àquele que pode fazer muito além daquilo que pedimos ou pensamos.

"O fato de ser mulher, não me torna um tipo diferente de cristão. Mas, o fato de ser cristã, me faz um tipo diferente de mulher." - Elisabeth Elliot [*1926 - 2015†]
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¹ KARSEN, Gien – Seu Nome É Mulher – Originalmente Publicado na Holanda sob Título “Manninne Vrouwen in de Bijbel” – Edição Portuguesa, 1978, NÚCLEO , Queluz, pg. 144


por Gabi Rocha

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