Uma fé implicante

Uma fé implicante
9 de agosto de 2014

17:00
Minhas irmãs, eu sei que é estranho estar escrevendo para vocês essa carta e tratar desse assunto. Mas acredito que isso é importante não apenas para mim, mas para muitos dos meus amigos e irmãos em Cristo. Antes de começar eu queria que vocês lessem minhas colocações com atenção, amor e avaliando, antes de me considerarem um machista sem causa.

O desejo sexual, tanto de nós homens como de vocês mulheres, não são pecaminosos. Fomos feitos por Deus como seres sexuais, temos desejos e nos sentirmos atraídos por pessoas de outro sexo. Sentir isso é bom, é normal, e se encaixa perfeitamente no plano de Deus para nós. Mas por causa do nosso pecado conduzimos esses desejos pelo caminho da lascívia que deseja o que não se deve ou não se pode ter. Constrangido compartilho a minha luta.

Tudo começou quando eu tinha 11 anos e descobri a masturbação. Com um tempo, o que eu pensava ser algo inofensivo tornou-se uma necessidade que agora era alimentada pela pornografia e por pensamentos impuros. Não observando as orientações de Deus para minha vida, deixei que os meus desejos e a aprovação social guiassem a forma como eu olho as mulheres. E assim a lascívia transformou meu desejo bom de conquista em captura e usufruto. Admito, a culpa do meu pecado no tamanho da sua saia ou na profundidade do seu decote.

Mas irmãs, vocês são mulher e que têm um corpo, o qual os desejos pecaminosos presentes em nós rapazes gostariam de cobiçar. Então peço! Não usem letreiros luminosos piscando e apontando para tudo aquilo que estamos tentando evitar, para não sermos consumidos pela lascívia. Não se dá uma garrafa de álcool pra quem está em uma clínica de reabilitação. Diante disso prometemos tomar cuidado com que falamos e de como a tratamos.

Mas pensem comigo. A lascívia não é uma luta só nossa, sei que vocês também lutam com isso, por isso digo avaliem o coração e suas motivações. O que te leva a vestir uma micro saia, ou serem "respeitosas"? Não há diferença nas vestimentas se a motivação for a mesma: buscar por poder. Vou explicar, enquanto a maioria dos homens são chamados pela lascívia para saciarem seus apetites, a lascívias as convida diariamente a serem sedutoras e manipuladoras. 

Vistam-se para glória de Deus, não para mostrar superioridade e poder diante da outras, como uma “marcação de território” sofisticada! Não sejam conduzidas pelo desejo de intimidade e atenção! Meu apelo tanto a vocês como a todos os rapazes que conheço é que nenhum de nós nos sintamos seguros porque nossas expressões de lascívia são culturalmente aceitáveis ou civilizadas.


Este é uma carta fictícia baseado em relatos de algumas pessoas e dificuldades comuns que enfrentamos por causa do pecado. Uma bibliografia indicada é Sexo não é problema (Lascívia, sim) do Joshua Harris.

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