TEOLOGIA

PARA O DIA-A-DIA

23 de setembro de 2011

20:32

A imagem ao lado, por mais que tenha um lado sarcástico e humorístico reflete o pensamento contemporâneo sobre o casamento. Uma mulher “feliz” (provavelmente por expectativas erradas) por se casar e um homem totalmente triste por abrir mão de muitas coisas e a frase “Game Over”, refletem a banalização de algo tão importante e precioso como o casamento em uma sociedade que banalizou o compromisso matrimonial, marcada pela separação de famílias e pelo individualismo.
A filosofia por trás desta simples imagem trata do casamento como algo totalmente desprezível, no qual o homem que se coloca debaixo em um compromisso, uma aliança como uma mulher, perdeu sua liberdade, a vida pessoal e prazerosa. A vida a dois tem se tornado algo repulsivo pela sociedade, pois envolve fidelidade, compromisso e renúncia. Casamento hoje na filosofia por trás desta imagem significa trocar a vida prazerosa da satisfação sem compromisso, para uma realidade de escravidão do lado de uma única pessoa. Tal ideia reflete ainda mais um pensamento hedonista que permeia as mentes atuais, o egoísmo predominante no mundo contemporâneo, uma cultura pós-moderna que preza pela individualidade, pelo prazer momentâneo, pela satisfação pessoal, que trata a humanidade como um objeto a ser usado.
Este pensamento tão presente no mundo atual fere os princípios das Sagradas Escrituras sobre o casamento. Deus instituiu o casamento, o casamento procede do plano soberano de Deus para a humanidade. Genesis 1:27,28 declara que Deus criou o homem a sua imagem, homem e mulher os criou. Deus os abençoou e lhes deu a ordem de serem fecundos, multiplicarem-se, encher a terra. Uma vida a dois que visa à propagação da imagem de Deus sobre a terra. Genesis 2.24 declara “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” Isto significa que casamento é uma bênção de Deus para homem, no qual um homem e uma mulher se unem física e espiritualmente, compartilhando uma vida em conjunto, que exige compromisso, fidelidade, respeito e entrega.
É necessário que a igreja esteja vigilante com respeito às correntes filosóficas de nossa cultura, analisá-la com base nas sagradas escrituras e confrontá-la com os princípios eternos da Palavra de Deus.

Por: Diego Amâncio de Melo