Uma fé implicante

Uma fé implicante
6 de agosto de 2011

01:20
Eu vivia muito mais um evangelicalismo do que a experiência em Cristo. Quando eu me dei conta estava à frente de um grupo que repetia minhas atitudes e mesmo crescendo constantemente na graça e amor de Deus, por sua misericórdia eu precisava entender mais sobre o evangelho de Deus, o puro e verdadeiro Evangelho. Foi isso que me levou ao seminário, esse desejo de conhecer e viver o evangelho de Cristo. 
Estive em muitas igrejas nesses últimos anos, conhecendo novos cristãos, vivendo novas experiências e algumas coisas me incomodaram bastante nas igrejas onde passei. A última foi no interior de São Paulo, próximo a minas... Acreditem, as pessoas pareciam oprimidas pelo evangelho. Tenho visto muito disso por onde eu passo. O Evangelho parece aprisionar muitos de nós. Chega de um evangelho de privações! A mensagem de Cristo veio nos mostrar o que é liberdade. Veja o que Cristo nos fala a respeito disso no Evangelho de Mateus.

Liberdade de Expressão 
Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento. Mateus 9.13b

Os evangélicos não são vistos com bons olhos pela sociedade. As pessoas olham para nós e vêem pessoas pecadores, cheias de problemas, fracas, doentes, mas ostentando uma imagem a cima de tudo. Isso as levam a procurem os mínimos deslizes para apontar nossas falhas e dizerem – viu como vocês também têm erros.
A reação a isso, muitas vezes, é um nariz empinado seguido por um murmuro – pecadores. O amor nessas horas passa longe e a mascara religiosa é quem predominantemente aparece. Fariseus hipócritas, é isso que temos nos tornado cada vez mais. Colocando aos outros uma carga que nem nós mesmos podemos suportar. Seria tão fácil reconhecer os erros e dizer que ainda há espaço para mais pecadores na nossa família, pecadores cobertos e em transformação pela graça de Cristo. Pecadores que chegam cansados e sobre carregados e são aliviados pelo Mestre e agora são chamados santos.
A igreja não é lugar de pessoas perfeitas. Quando seguimos a Cristo temos liberdade para mostrar quem realmente somos: nossas fraquezas, dificuldades e desafios. Deus nós aceita como estamos e como somos. Podemos chegar a Ele para apresentar um coração arrependido e disposto a mudar. Quando estamos em Deus temos liberdade de tirar as mascaras e nos despirmos da hipocrisia. Jesus veio para salvar pessoas como nós, pecadores, doentes, fraco, ignorantes, mas arrependidos e com disposição para segui-lo. 
O surpreendente é que pessoas assim são chamadas para ser grande no reino dos céus. Pois Deus escolhe o loucos para confundir os sábios e os fraco para vencer o fortes. O evangelho sempre cresceu a partir de pequenas pessoas.
Temos liberdade, diante de Deus, para sermos o que realmente somos!

Liberdade Religiosa 
Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Mateus 11.29

Vemos um cristianismo opressor, pessoas em constante depressão diante dos seus pecados. Oprimidos pelas falhas o os perseguem.

Mas o evangelho não deveria trazer opressão, mas sim libertação. Não consigo compreender como mesmo diante da graça pessoas se deixam abater pelo pecado.

Os dardos do diabo são inflamáveis (Ef 5.16), quando atingidos por eles deixamos que nossas decepções e erros tomem conta da nossa vida e vá nos destruindo de forma lenta e dolorosa. Independente da área atingida em nossa vida o fogo da culpa ou da duvida consome todo o nosso ser. A única maneira de nos livrarmos dessas conseqüências terríveis é nos apegando ao escudo da fé. Fé em Cristo Jesus.

A grande questão é qual o cristianismo estamos seguindo. Se ao olharmos para igreja vemos culpa e castigo onde está o descanso prometido por Cristo. Digamos que alguém pergunte como está o relacionamento com sua esposa. Você não vai responder: - Está maravilhoso. Eu tenho pago as contas, tenho lavado os pratos sempre que posso e outro dia até disse que eu a amava e li os recados que ela me deixou na geladeira. Porém é assim que lidamos quando falamos a cerca do nosso relacionamento com Deus. O relacionamento com Deus tem se tornado altamente técnico, um cumprimento de tabela, religiosidade...

A religiosidade quer apresentar seu ativismo. Sua comunhão com Deus é medida pelo programa que é seguido. Programa, dogmas, tradições e não Cristo Jesus. Ele tem um farto leve para todos nós. Deve-se buscar intimidade com Deus. O maior compromisso de um cristão é com Cristo e não com a vida religiosa que nos é muita vezes imposta. Deus quer que sejamos circuncisos de coração, isso é uma mudança profunda e natural (1Co 7.19; Gl 6.13; Cl 2.11; Fl 3.3). A vida cristã deve ser desfrutadas e não “cumprida”. Dessa forma o evangelho vai ser vivido não pelo que você faz, mas pelo que Deus fez e faz em você.

O fardo que Deus nos oferece é mais leve que o do mundo seu jugo é suave. Se viver o evangelho está pesado de mais é porque você não está vivendo o evangelho de Cristo.

Liberdade Pessoal 
Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me. Mateus 16.24

Sempre que vejo uma pregação sobre esse texto me deparo com o sofrimento de seguir a Cristo. Os pregadores enfatizam que servir a Cristo é abrir mão de suas vontades, abrir mão do que você acha mais precioso... Enfatizam a dor de seguir a Cristo. Mas outro dia me deparei com a maravilhosa verdade que Jesus está nos ensinando aqui. Ele fala que precisamos nos libertar de nós mesmos.

Rejeitar a si mesmo é rejeitar sua pecaminosidade. Nosso instinto de destruição. Jesus não diz: deixe de fazer tudo que você gosta, mas sim aquilo que te destrói e que te afasta de mim. Isso é prejuízo? Negar nossos atos vergonhosos? Não! Em Cristo temos liberdade pessoal, não precisamos, mas seguir o que nossa natureza manda. Não buscamos mais a nossa própria destruição. Negar a nós mesmos implica em seguir o melhor caminho, desfrutar o máximo da vida em Deus.

Jesus não é apenas a luz que ilumina o caminho, Ele é o caminho perfeito que devemos seguir. E quando deixamos nossos caminhos escuros e andamos na luz de Cristo não corremos o risco de cairmos e nos machucarmos. 

Se você não sente o desejo e busca deixar seu desejos pecaminosos, você não está seguindo a Jesus. Pois quem está na luz vê as armadilhas de satanás e não corre perigo de ir direto para o laço do passarinheiro. Prefere a liberdade!!!

Paulo diz que esmurra seu corpo todos os dias para andar segundo o Espírito. Como um pássaro luta com toda a sua força para sair da gaiola, isso pode doer, ferir, mas nunca é doloroso de mais, pois a liberdade é preciosa. Ao contrário de um pássaro, selvagem, engaiolado, temos a liberdade garantida em Cristo. Nós debatemos na gaiola quando ao invés de seguirmos a Cristo deixamos que o EU indique o caminho, e isso é um dos temas abordados por Paulo em sua carta de Romanos:

Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. Romanos 3.12

Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. Romanos 7.14

Mesmo transformados teremos que lutar contra as nossas vontades que tentam nós escravizar, mas para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada (Rm 8.18). E temos a certeza que em todas essas coisas somos mais que vencedores (Rm 8.37). Livres da religiosidade, da hipocrisia e de nós mesmo... O mais difícil! Quando você sair daqui terá uma vontade incontrolável de se esconder diante das pessoas que estarão lá fora. Quer desfrutar da Boas Novas de liberdade? Pergunte-se, porque não viver a vida que Jesus Cristo deu pra você? Uma vida abundante da sua Graça a Amor e rica em transformação pela ação do Espírito Santo. De Gloria em gloria de fé em fé tornando-se como nosso Salvador.

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