Uma fé implicante

Uma fé implicante
16 de junho de 2011

00:04

A edição da revista Super Interessante, de Abril de 2009, traz uma reportagem como o seguinte título: “Mamãe, quero ser menina”, e trata sobre crianças que desde cedo, a partir dos seus dois ou três anos de idade não estão satisfeitas com seu sexo e demonstram inclinação para ser como o sexo oposto. Isto diante da psicologia e sociedade moderna é chamada de “transtorno de identidade de gênero” e segundo eles afetam 1 em cada 500 crianças. Segundo a psiquiatria, tudo indica que um transexual nasça desta maneira, a conseqüência é que desde criança demonstra isso, sendo que não há cura para tal “transtorno”. 

A solução para este “transtorno” vem por meio daquilo que a medicina e psiquiatria descrevem como os bloqueadores de puberdade, medicamentos que impedem que os hormônios naturais do organismo desenvolvam os órgãos sexuais da criança na puberdade. Assim, o corpo fica congelado numa infância eterna, não se desenvolvendo para nenhum gênero e fica sexualmente neutro, para que deste modo a pessoa que sofre do “transtorno de identidade de gênero” possa optar na juventude por uma cirurgia de mudança de sexo, se tornando um transexual. Conforme a reportagem descreve, o método foi criado para que crianças tenham tempo de decidir a qual sexo pertence – sem que seu corpo passe pelas mudanças sem volta da puberdade.

Quando nos deparamos com uma questão como esta, isto revela o quão longe o mundo esta do conhecimento das Escrituras, como a sociedade rejeita os princípios da palavra de Deus e como a perfeita criação Divina tem sido deturpada. Diante disso, cabe aos cristãos lidarem biblicamente com isso.

A Bíblia declara em Gênises 1.27: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Homem literalmente significa macho (órgão sexual externo) e mulher literalmente significa fêmea (órgão sexual interno). Não há meio termo! As escrituras declaram nitidamente que Deus institui a sexualidade perfeita, de forma que o homem foi criado para ser homem, agir como homem e cumprir com seu papel de homem e líder em seu lar e na sociedade. Da mesma forma a mulher, criada para ser mulher, agir como mulher e viver como mulher. E Assim, ambos, homem e mulher criados para cumprir com o plano divino de “Serem fecundos; multiplicarem-se e encherem a terra” para que a imagem de Deus fosse espalhada sobre o Mundo.

Não há margem bíblica alguma para dizer que uma criança nasça com um transtorno de sexualidade, pelo contrário, a Bíblia declara que Deus criou distintamente homem e mulher e, além disso, o ser humano foi criado perfeito, planejado por um Deus perfeito: “Pois tu formaste o meu interior tu me teceste no seio de minha mãe [...] por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda.” (Sl 119.13-16).

O que vemos hoje são perversões do plano original de Deus, e a Bíblia declara que toda perversão da criação é pecado. O pecado domina o ser humano, de forma que seus hábitos, desejos, caráter e também sua sexualidade se inclinam para o mal. Isto é o que está em escrito em Romanos que os homens correm para o mal, não glorificam a Deus como criador, e mudaram a glória do Deus incorruptível em imagem de homem corruptível, suja, imunda. Por isso, estão entregues à imundícia, pelos desejos de seus próprios corações, desonrando os seus corpos entre si, mudando o modo natural da criação, incluindo a depravação da sexualidade (Rm 1.18-27).

A solução para este pecado da sexualidade e todos os outros, não está em medicamentos dados pela medicina, não está nas terapias da psicologia, muito menos nas soluções propostas pela sabedoria humana, mas está em Cristo Jesus. Cristo veio buscar e salvar aquilo que se havia perdido. Ele veio restaurar o plano perfeito de Deus, transformando de glória em glória o homem arrependido de volta a imagem e semelhança do Criador (2Co 3.18).

A Bíblia mostra a grande importância de se criar uma criança desde cedo nas Escrituras (Dt 6:2-8; Pv 22:6). Compete aos pais o papel de guiar seus filhos, moldar o coração da criança desde a infância pela palavra de Deus e não permitir que ela se conforme com seu pecado (Pv 22:15). Percebendo as inclinações pecaminosas que o filho já possui na infância, cabe aos pais cristãos com a ajuda de Deus moldar o coraçãozinho da criança para ser como o de Cristo e cumprir com os planos perfeitos do criador para a sua vida, inclusive para a sua sexualidade.

Diego Amancio de Melo

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